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interpretação
A Arte Realista

A busca incansável pela representação da figura humana em sua realidade. Realidade esta, que foi e é interpretada e reinterpretada de acordo com a visão e conceitos de cada artista



Vitruvian Man, de Leonardo da Vinci (1485)
Leonardo da Vinci, com sua curiosidade e espírito inventivo característicos do Renascimento, direcionava suas experimentações a conceitos e objetos de estudo que iam da engenharia à arte, da medicina à arquitetura… e assim por diante. Sua personalidade predominantemente lógica dava um caráter empírico às suas pinturas, desenhos e esculturas; contrariando artistas e o espírito da época em que viveu.

Em suas obras de arte e estudos artísticos, vê-se uma enorme atenção com as proporções humanas e com a anatomia do corpo: o que se mostra explícito, imbuído ainda de uma descarada crença em sua onipotência como criador, no desenho conhecido como o Homem Vitruviano (The Vitruvian Man). A obra expressa pelas linhas e proporções desafiadoramente exatas a imagem do homem perfeito vislumbrado por da Vinci.

O interessante sobre o desejo megalomaníaco, em Leonardo, de encontrar a perfeição das formas, está no fato de focar esta busca em linhas e cores tão incontroláveis e ilógicas quanto se pode esperar de qualquer objeto pertecente a natureza. Sua prepotência criativa permitiu que criasse fórmulas matemáticas para determinar as proporções perfeitas do corpo humano.

Caminhando por rumos diversos ou semelhantes ao de da Vinci, durante toda a história da humanidade, encontramos um traço em comum dentre muitos artistas figurativos: a busca incansável pela representação da figura humana em sua realidade. Realidade esta, que foi e é interpretada e reinterpretada de acordo com a visão e conceitos de cada artista; mostrando-se na busca das proporções perfeitas de Leonardo, ou na absorção do estado de espírito do modelo o musa.

Nas próximas páginas, conheceremos uma série de artistas que exploram esse tipo de representação, cada qual com sua visão particular: o paulistano Maurício Takiguthi (pg. 2); e os americanos Alyssa Monks (pg. 3), Justin Meyers (pg. 4) e Shawn Barber (pg. 5).



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Designer e ilustradora, e não menos, apaixonada por arte. Arte no seu sentido mais amplo: as habilidades de seduzir, fascinar, e enganar; que partem da busca por ideias de beleza e da expressão da subjetividade humana. E onde vejo essa arte? Na literatura, nas artes visuais, na música e até na filosofia. Mas há nisso tudo um ponto em comum e apaixonante: a possibilidade de apreender o que há de humano nessas expressões, compreender o ser humano através daquilo que ele tenta disfarçar…
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