pactum
subjectionis
http://welstschemerz.blogspot.com/
Evandro Breal
ange.de.inferne@gmail.com |
Quais os motivos da publicação do blog?
O blog surgiu como exercício de escrita, seja como catarse, seja como exercício estético, mas acima de tudo para responder uma necessidade que tenho de "arte". Tento manter este caráter de atividade regular, um movimento que impõe esse gesto cronológio que se constrói entre a tensão do repetir e do diferenciar, talvez se possa dizer que se constitui como uma possibilidade de sobrevivência posta para além de um "pacto". Creio assim que é potencialização de um estética constituída de (minha) pele que se estrutura o blog.
Qual foi a história do blog até agora? E o feedback?
O blog "nasce" em 26 de janeiro de 2009, tendo como nome um conjunto de facetas: Welstschemerz, termo cunhado por Jean Paul em sua obra Selina, abre a série para pensar a tenção caracterizada por um sentimento de melancolia, de uma dúvida a respeito do mundo, da vida, que oriunda de um ponto de olhar em que se mesclam a insensatez e o absurdo do ser. Com Pactus Subjetionis o que se resgata é uma esfera de direito desse olhar: um pacto de sujeição, entre esta esfera do eu, posta em um labirinto especular cuja vida se multiplica em perguntar (especular... especular...), mas que se sujeito a algo mais "nobre", os elos deste pensamento posto na superfício e como uma estético´-política que lhe preside a própria vida (metamorfoseando-a na possibilidade de arte). Já o conjunto de subtítulos " Lite[i]ra: puissance publique", foram dados por amigos, lite[i]ra impondo uma conflito gráfico sonoro entre a a liteira e a letra (lat. litera), mas que impõe-se neste movimento daquilo que se encarrega de levar o Eu, abrir-lhe um espaço de sobrevivência e ficção; e "puissance publique", no caso dado com caráter irônico por um amigo advogado, reitera este espaço de direito, aberto e publico, que não deixa de ser o espaço de comunicação dos blogs na internet.
Até o presente momento o movimento de leitores do blog se constitui de leitores oriundos de outros espaços em que publico (tenho colunas críticas em alguns sites), além de amigos e colegas de produção crítica.
Na sua opinião, qual a importância da cultura para a sociedade?
Pensar a cultura é pensar, querendo ou não, naquilo que uma política implica. Cultura de alguma forma atravessa uma idéia de seleção e reprodução, mesmo biologicamente, fazer uma cultura é dar a possibilidade de sobrevivência a este olhar que se insere e observa no produto. Creio que a idéia de importância da cultura para a sociedade é meio que um ponto de desequílibrio, dado que pensar a cultura como essencial para uma comunidade é talvez formular um tratado de uma política propedêutica dessa cultura que não será nada mais do que violentar a própria cultura em uma taxionomia infinda, porém deixa-la sem este olhar é reiterá-la a um lugar de dispêndio de forças. Sinceramente, não sei se seria capaz de responder essa questão neste momento sem tentar dissertar em páginas aquilo que compreendo, uma vez que este também é o foco de minha dissertação, da qual o o objeto é Mário de Andrade enquanto uma figura que passeia entre essas noções de cultura, sociedade, comunidade, arte, cultura etc. Porém cabe salientar que neste "agora" tenho vinculado, isso em minhas concepções teóricas, uma potência da produção, enquanto este lugar de limiar, de soleira, que cria estas ligações (ficcionais) e acaba por possibilidat a vida (uma sobrevida? uma história) enquanto movimento posto no próprio Ser e em seu Aparecer. |